terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Carinho

Uma senhora, certa vez, disse a seu pastor: "Estou casada há vários anos. Meu marido me trata como nos dias de noivado".


Há mais de um ano, quando de viagem para os EUA, um dos presentes que trouxemos na bagagem foi um ursinho Puff para nossa primogênita, Susanne, hoje com quase 17 anos. Ela gosta muito daquele urso. Quase todos os dias, antes de ela acordar, pego aquele urso e coloco numa situação engraçada. Num dia ponho o urso debruçado na janela. Outro dia, na cadeira de praia, com óculos escuros. Um dia desses coloquei-o com um pote de biscoito aberto (até procurei um pote de mel, mas não tinha). Ao acordar, às vezes, tendo já saído, ela já sabe que o seu ursinho Puff está fazendo alguma coisa. Pode parecer apenas uma brincadeira familiar, mas o que estou estabelecendo com a minha filha é mais uma forma de nos manter conectado um ao outro. Quando ela acorda já sabe que há uma grande possibilidade de procurar o urso e encontrá-lo numa situação nova (um dia desses ela o encontrou sentado no vaso sanitário!). Quando minha filha acorda, mesmo às vezes mal-humorada, e procura pelo ursinho Puff e o encontra numa situação engraçada, ela inconscientemente pensa: "Meu pai se lembrou de mim e gastou alguns segundos procurando me distrair. Não sou hóspede nesta casa. Eu pertenço à uma família!" – Gilson Bifano, 2005.


Marido: Quando uma esposa fica carente de receber amor e afeto - abraço, beijo, carinho - ela fica vulnerável.


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, e crescem sem pedir licença. Crescem com uma estridência alegre, e às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem de repente. Um dia, sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criança. Onde é que andou crescendo aquela meninazinha ou meninozinho, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar de areia, as festinhas de aniversário, com palhaços e amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?


O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não podem morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.


O gesto de Cafu, ao levantar a Taça do Pentacampeonato do Brasil, na Copa do Mundo de 2002, nos lembra que o casamento precisa ser renovado com declarações tremendas, diante de multidões, como foi aquele grito de Cafu: "Regina, eu te amo!".


A psicóloga Lídia Weber fez uma pesquisa com três mil crianças e adolescentes, onde analisou suas respostas aos questionários, preparados pelo Grupo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR). · 33% dos pais estão com seus filhos e lhe dão muito afeto. São participantes, envolvem-se com suas questões, assim como, lhes dão muitas regras e limites claros. · 45% dos pais são negligentes em relação aos filhos. São pais ausentes, que não dão regras, nem comandos e por outro lado, também não participam e não dão afeto. - Regina Lopes, estanabiblia-subscribe@yahoogrupos.com.br


Os cientistas já descobriram o que o nosso Deus já tinha nos ensinado. A importância do amor. Eles constataram uma razão biológica para justificar os benefícios do amor. Uma pesquisa realizada pela neuorobiologista Mary Carlson, da Harvard Medical School, revelou que a falta de afeto – e contato físico – atrapalha o crescimento infantil. A ausência de um afetuoso abraço, por exemplo, é capaz de desequilibrar os níveis de cortisol, hormônio que, entre outras funções, interfere na liberação do HGH, o hormônio de crescimento. - Regina Lopes, estanabiblia-subscribe@yahoogrupos.com.br


Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado. A coisa mais importante era o amor. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO. O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia. Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela. Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu. Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO,ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram IGNORAR-SE pelas ruas.Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho. Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que definitivamente a aldeia voltou ao normal. Nunca devemos fazer as coisas pensando em receber em troca. Mas devemos fazer sempre. Lembrar que os outros existem é muito importante. Muito mais importante do que cobrar dos outros que se lembrem de ti, pois sentimento sincero nos é oferecido espontaneamente, e assim saberemos quem realmente nos ama. Aqueles que te quiserem bem se lembrarão de ti. Receber sem cobrar é mais verdadeiro. Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que alguém existe, é a forma mais simples de fazê-lo. - http://br.groups.yahoo.com/group/estanabiblia


Voltou para casa à noite e encontrou uma mulher que lhe deu amor, afeto e ternura... a impressão é que entrou na casa errada. (Henny Young). 22/2/07

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